🌍 Capítulo 5 – A Grande Depressão no Brasil
Crise, Ruptura e Transformação do Modelo Econômico
🌍 O Brasil antes da crise de 1929
No final da década de 1920, o Brasil possuía uma economia fortemente dependente do café, responsável por cerca de 70% das exportações nacionais. O país seguia um modelo agroexportador, concentrado principalmente no Sudeste, e extremamente vulnerável às oscilações do mercado internacional.
Esse cenário apresentava três fragilidades centrais:
☕ Dependência de um único produto
🌍 Forte ligação com o mercado externo
🏦 Baixa industrialização e pouca diversificação econômica
Enquanto os Estados Unidos e a Europa compravam, o sistema funcionava. Quando a crise chegou, tudo desmoronou.
📉 O impacto direto da Grande Depressão no Brasil
Com o colapso da Bolsa de Nova York em 1929, o consumo mundial despencou — e o café brasileiro perdeu valor de forma abrupta. O preço internacional caiu mais de 60%, provocando uma crise sem precedentes.
Consequências imediatas:
📦 Estoques gigantescos de café sem compradores
💰 Queda brusca das receitas do governo
🚜 Falência de fazendeiros e desemprego no campo
🏙️ Êxodo rural e crescimento desordenado das cidades
Em uma medida extrema, o governo chegou a queimar sacas de café para tentar conter a queda dos preços, um símbolo claro da gravidade da situação.
⚖️ A crise política e o fim da República Velha
A Grande Depressão não foi apenas econômica — ela abalou a estrutura política brasileira. O modelo da República Velha, sustentado pela política do “café com leite”, entrou em colapso.
Em 1930:
❌ A elite cafeeira perdeu poder econômico
⚠️ A insatisfação social aumentou
🗳️ A crise eleitoral aprofundou tensões políticas
Esse contexto culminou na Revolução de 1930, que levou Getúlio Vargas ao poder, encerrando a Primeira República e iniciando uma nova fase da história brasileira.
🏗️ A resposta brasileira à crise
